twitter?
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De duas, nenhuma
Os pais de Luisa se separaram. Luisa não ficou triste com isso. Eles já brigavam há muito tempo e praticamente viviam uma vida de não-casal. Depois de uns anos brigando eles se acertaram numa vida que incluia quartos separados, salas separadas, passeios distantes. E naturalmente estavam tão separados que resolveram oficializar.
A verdade é que Luisa não ligava. Seria até melhor. Duas casas pra morar, dois quartos. Nas férias, duas viagens. O problema foi quando tiveram que decidir onde Lu “moraria-mais”, como ela dizia.
Ela podia ir para a casa do pai. Quarto grande, vários brinquedos, cozinha grande, perto da escola. Ou para casa da mãe. Quintal grande, pomar, piscina, vizinha da melhor amiga. Eram dois novos mundos. Duas casas novas em sua vida, e qualquer uma delas a deixaria feliz. Enquanto não sabia, Luisa se divertia com os mimos da casa da avó, que pra sorte dela, fica exatamente entre a casa do pai e a casa da mãe.
Cinco dias depois de anunciar a separação os pais de Luisa ficaram de passar na casa da avó para contar, enfim, onde ela passaria. Luisa não podia se conter. Fez as malas, preparou um bolo que deixaria no forno para a avó que acolhera tão bem, e esperou pelos pais na varanda. Eles estavam atrasados. “só 15 minutos” pensou. Fez um suco pra se distrair enquanto esperava.
30 minutos.
Saiu pra compar pãezinhos.
45 minutos.
Leu algumas revistas antigas.
Duas horas.
Saiu pra caminhar. Caminhou durante alguns bons minutos, estava conseguindo se distrair. Caminhou mais. E mais. Voltou para a vó. O bolo tinha acabado, três copos tomaram seu suco, não tocaram nos pães. Suas malas no mesmo lugar. Encontrou um bilhete da vó: “fui para igreja“.
Não precisou de muito mais pra entender. Talvez a casa do pai estivesse disponível nos finais de semana. Assim como a da mãe.
Luisa ficaria com a avó.
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e se eu jogar dados?
O pior de fazer escolhas, grandes escolhas, é que nem sempre dá pra saber se essa é a certa. A gente pensa, planeja, esquematiza, pesa prós e contras e arrisca a que parece ser a melhor. Às vezes a ‘melhor opção’ não é, necessariamente a que realmente queremos. Às vezes escolhemos sem pensar muito. às vezes perdemos tanto tempo escolhendo que parece que a vida escolhe por nós. às vezes escolhemos bem, acertamos. às vezes dá tudo errado.
Quando dá errado a gente tem vontade de voltar no tempo só pra ter escolhido o outro caminho. Quando dá errado a gente inventa milhões de desculpas, culpa o clima, a dor, a vontade, a pressa, culpa o melhor amigo que deu um conselho, culpa o namorado, culpa a mãe, culpa o cara que olhou torto pra você. Inventa desculpas, culpa coisas e pessoas, e depois percebe mesmo que a culpa não era de mais nada nem ninguém. Aí se arrepende. Depois vem o medo de tentar de novo, de errar mais uma vez.
Fazer escolhas é difícil pelo tamanho da responsabilidade.
Tem dia que me parece mais fácil jogar dados para tomar decisões. Pelo menos, se tudo der errado, sei lá… eu posso culpar a sorte?
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a pequena solidão
O cobrador de ônibus, que puxava conversas leves com uma certa frequência, resolveu lhe contar que tinha descoberto o pior sentimento do mundo: a decepção. Ela ignorou. Ela sabia que era a solidão. Sempre soube. Tinha certeza que era.
O assunto tornou-se frequente. Cada vez que descobria a pior sensação do mundo, o pior sentimento do mundo ele lhe contava: impotência, ódio, raiva, medo. Certa vez resolveu perguntar o que ela achava:
— É o medo… você não acha?
Enquanto olhava atentamente para uma nota que ele dera como troco ela resmungou qualquer coisa na esperança de satisfaze-lo. Ele ainda insistiu:
— E pra você, qual é o pior sentimento do mundo? Não é o medo?
Era a chance de dizer a verdade. Talvez fosse bom se, pra diminuir a decepção dele quando soubesse que estava errado o tempo todo, ela dissesse que afinal, era bom que ele não soubesse. Sinal que ele nunca tinha sentido o peso da palavra solidão. Mas ela não disse. Olhou a nota de novo, colocou no bolso. Fazendo pouco esforço disse:
— Sim, você tem razão. É o medo.
Foi até o banco vazio mais próximo, sentou-se e tirou a nota do bolso. Ali, à caneta, numa letra bagunçada e pequena, um pequeno recado. E ela se sentia menos só.
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bêbados e tarados.
Tem gente que é imã de problemas. Tem quem seja imã de caras enrolados. Tem quem atrai mulher comprometida. Tem gente que atrai chuva. Eu era imã de bêbado.
Eu era imã de bêbado porque não importa onde, nem quando, mas se estou no mesmo ambiente que um bêbado ele tentará falar comigo. Estar no ônibus, voltando pra casa, depois de um dia comum de aula com professora aparentemente-bêbada (fazer provas de matemática com ela era pura diversão), o ônibus vazio, entra um bêbado e onde ele vai sentar? Do meu lado, lógico. Ou ir pro técnico (na companhia de @Ca_Krol e @fafarafafa) e encontrar conhecido completamente bêbado pra nos acompanhar numa maravilhosa caminhada de 40 minutos sob o sol do meio-dia. Ou estar conversando com a secretária da escola de inglês e ter que bancar a terapeuta do bêbado ultra-deprimido que resolveu aparecer por lá e passar umas horinhas chorando. Ou bêbado pedir meu telefone durante uma agradável viagem de trem. Ou bêbado derrubar bebida no meu tênis. Ou bêbado me ensinando espanhol. Mas isso na época que eu era imã de bêbado.
Agora sou imã de tarados. Tarados bêbados ou não. Primeiro o falso-tarado. Um desses homens simpáticos que não falam com você, falam com seu decote (mesmo que esse não exista). Mas isso se resolve evitando falar com ele. Aí agora tem o tarado do ônibus. O tal desenvolveu uma certa paixão por mim, menininha idefesa. Quatro dias pegando o ônibus nos horários mais variados, quatro dias contando com a presença dele. Bem desagradável. Talvez ele não seja tão tarado assim, mas né DESAGRADÁVEL. Agora só sento ao lado de velhinhas simpáticas ou de semi-conhecidos igualmente semi confiáveis.
To esperando a hora que eu vou virar imã de caras bonitos, ricos e inteligentes, dá pra ser?
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gente apaixonada
Sou da opinião que pessoas apaixonadas ficam burras. Não muito burras, mas levemente. Quase me convenci que, para se apaixonar é preciso carregar consigo uma certa burrice. Mas não, para se apaixonar é preciso um pouco de loucura. A burrice vem depois. É uma mistura de inocência com ignorância. Não é uma burrice grande, nem que incomoda muito as pessoas à sua volta.
Talvez por causa dessa burrice eu acho que gente apaixonada pode errar mais que quem não está. Não que exista um limite de erros que um ser humano pode cometer ao longo da vida e que a pessoa apaixonada ganhe um bonus. Mas eu sou daquelas pessoas românticas que perdoa mais fácil quem erra por bobeira.
É muito mais fácil perdoar quem está apaixonado. Pessoas apaixonadas sonham mais. Uma paixonite dá a sensação de pés fora do chão, de cabeça longe, de coração batendo rápido que, no final das contas, deixa a pessoa mais sensível. A burrice e inocência é tão doce que cativa.Pessoas apaixonadas ficam mais sensíveis, mais doces, mais distraídas, mais sonhadoras. Fica mais fácil acreditar que o mundo tem salvação. Fica mais bonito olhar para o céu à noite, mesmo quando as nuvens persistem em ficar entre você e as estrelas. Fica mais gostoso ir dormir pra poder sonhar, mais fácil pra sair da cama e enfrentar o dia difícil que te espera.
Gente apaixonada faz as companhias acharem que a vida pode ser mais bonita, quem sabe, um dia.
Gente apaixonada brilha. Brilha um brilho delicado que não dói aos olhos.
Não tem como não esquecer os erros simples e os impulsos de alguém apaixonado.
Alguém apaixonado, e correspondido, de preferência.
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Aviso: O post é longo e sem figuras. Quer ler algo mais legal? Vá ler Alice no País das Maravilhas. Li uma edição da Martin Claret com ilustrações. É curto, tem figuras e de quebra você entende como é usar LSD.
Escolher a ciência já me faz um pouco diferente das pessoas normais com as quais convivi. Mas até aí tudo bem. Diferente, mesmo, fui por não escolher uma Ciência Aplicada. Dentro das Ciências Aplicadas você pode encontrar a Computação (que foi uma das minhas opções) e as engenharias. É quase natural encontrar quem opte pela Engenharia (qualquer uma delas). Mas escolher a Física não é lá muito normal. E isso sem comentar o óbvil: ser mulher e fazer física.
Pode até lhe parecer exagero. Mas devido a quantidade de olhares “WTF?” que recebi no meu período de vestibular quando eu respondia, pacientemente que “não, não é Educação Física. É F-Í-S-I-C-A” quase acreditei, mesmo, que eu fosse uma aberração da natureza.
Talvez meu comportamento não ajudasse, embora tenha sustentado apelidos de nerd e cdf uma boa parte da vida escolar, fui bem sociável e lá no Ensino Médio, que é quando as pessoas se interessam pela carreira que vc diz que vai seguir, fui até meio relapsa. E esse não é o perfil pré-determinado de quem vai, afinal, fazer uma faculdade de Física. Talvez até meu irmão seja melhor nisso que eu (coitado :p). Nunca preenchi todas as características do estereotipo de físico-nerd, que as pessoas esperam, que muito parece com os personagens de The Big Bang Theory (e se for analisar, estou muito mais pra Penny).Você vai falar que é exagero de novo, mas é a mais pura verdade. Assim como geral espera encontrar apenas comunistas, revolucionários, grevistas, hippies ou drogados numa faculdade de Ciências Sociais, espera-se encontrar uma quantidade razoável de pessoas, no mínimo, excêntricas numa faculdade de Física. Não adianta é assim que as coisas funcionam mesmo. Mas divago.
Fato é, ao escolher a ciência você escolhe fazer uma série de questionamentos e procurar entender as respostas. Fazer ciência não significa ficar o dia todo em um laboratório, num jaleco branco, de óculos na cara, misturando substâncias a esmo num tubo de ensaio, como sugere a imagem que muitos fazem quando usada a palavra CIENTISTA. Assim como fazer física não significa apenas resolver uma porrada de exercícios com as formulinhas apresentadas no quadro pelo professor. A ciência é mais que isso.
Tive uma educação escolar boa, e quando esta falhava podia contar com a experiência, paciência e conhecimento dos meus pais. Aprendi desde pequena a questionar as coisas e querer entender como elas realmente funcionam.
É quase como não aceitar “porque Deus quis” como resposta a um inocente “por que o céu é azul?”.
E, ainda bem, eu tinha quem me ajudasse a responder.
Mas nem todo mundo tem essa sorte. A grande maioria das pessoas não puderam contar com respostas mais satisfatórias que a vontade divina, ou, perderam aquela curiosidade infantil muito rápido (ou nunca a tiveram, vai saber) e nem se interessaram em perguntar “por que o céu é azul?”. E, infelizmente, a maioria dessa maioria citada acaba por crescer e não saber o que , de fato, é a ciência, ou a Física.
Sugiro uma pesquisa básica na nossa amiga Wikipedia:
Física é a ciência que estuda os fenômenos naturais, ou seja, tudo o que ocorre ao nosso redor. Trata dos componentes fundamentais do Universo, as forças que eles exercem e os resultados destas forças. O termo vem do grego φύσις (physis), que significa natureza, pois nos seus primórdios ela estudava, indistintamente, muitos aspectos do mundo natural.
Porém muito da essência se perde. No ensino médio, por exemplo,quando o adolescente geralmente tem o primeiro contato com a Física, ela é mostrada como uma seqüência de fórmulas e equações que você precisa decorar pra resolver exercícios, tirar nota e passar de ano. Nos três anos do Ensino Médio tive dois professores que, infelizmente, quase me fizeram desistir da faculdade. Conheci bastante gente que achava aquilo chato e, principalmente, inútil. Posso apostar que, da minha turma de ensino médio, ninguém se sentiu minimamente seduzido a ver com atenção o que realmente aquele livrão volume único tentava ensinar. No cursinho os professores são mais legais, imagino que lá a Física possa ser mais ‘bonita’.
O buraco é mais embaixo, eu sei. Pouca gente realmente lê, gosta de pesquisar e gosta de pensar. Não é só o ensino falho de Ciências que é culpado disso. Existe um grande problema cultural, que acaba gerando uma quantidade grande de pessoas com falhas no senso crítico, com problemas no uso da razão.
E se aproveitando dessa falha, religiões e seitas pseudo-científicas tem se difundido com uma rapidez grande.
A comunicação entre quem estuda ciência e quem acredita em fenômenos escorados em argumentos científicos duvidosos fica cada vez mais difícil. Pessoas com pouca educação científica encontram em seitas pseudo-científicas aquele consolo que praticamente todo ser humano procura. E as seitas crescem. As pessoas se satisfazem com argumentos duvidosos, acreditam neles. Acreditam de ter fé, mesmo. E de pseudo-ciência o mundo está cheio, acredite.
Em época de O Segredo e Quem Somos Nós? estudar Física Quântica é super normal. Mas ainda torcerão o nariz quando alguém vier contar que escolheu fazer Física (não, não Educação Física!) na Universidade.
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Post para Promoção O Andar do Bêbado – Leonard Mlodinow, dA Grande Abóbora.
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Sobre ser irmã
Quinta-feira tinha tudo pra ser um dia comum. Até que vejo meu irmão na hora do almoço. O olho levemente roxo, e uma cara preocupada. Resumidamente: o tal do Leo (mudar nome pra que?) cuspiu nele, Eduardo não gostou e mandou parar. Leo, valentão que é, cuspiu de novo “viu, cuspi de novo?”. Eduardo emputecido tirou o boné do menino e jogou no chão, pisando em cima. Leo achando aquilo tudo um absurdo deu um soco no olho do Eduardo. Eduardo não revidou. (nada como ouvir a história contada com calma, o pisão no boné era empurrão antes.)
Primeiro queria comentar que eu acho o senhor Leo um grandissíssimo idiota (alguém que coloca fogo no cabelo de alguém e que sai cuspindo nos outros do nada não pode ser outra coisa). Segundo dizer que se eu fosse Eduardo não seria besta e o socaria também.
Mas o imporante da história é que ninguém me avisou que ser irmã mais velha doía assim.
Quando o Bola nasceu eu queria mesmo uma irmã. Achei até que amaria menos o bebê por ser um menininho. Bobeira. Quando eu vi a pequena criatura eu até esqueci que queria uma irmã.
Ser irmã mais velha doía porque eu tinha ciúmes dele. Me lembro de como fiquei mordida de ciuminho/invejinha quando ele ganhou um autorama. Meninas não ganham esses presentes legais. Eu queria tanto um daqueles e ele ganhou. Mas passou, visto que, eu podia brincar também. Também era chato quando íam em casa visitá-lo, ficavam todos em volta dele e de repente eu não era mais o centro das atenções. Eu, cinco anos, aprendendo a lidar com uma vida dura que viria, com ou sem irmão. Achava um enorme absurdo quando eu era culpada pelas artes que o Eduardo aprontava. Mas descobri que, as vezes, eu podia dividir a culpa das minhas artes com ele.
Mas esse tipo de ciúme vai embora. Porque vale muito mais a pena passar o tempo aprontando com o irmão do que ficar num canto enciumada. Com o tempo eu o amor pelo irmão cresceu. Eu cresci. Ele cresceu. E crescemos um bocado juntos. Com o tempo eu virei uma quase boa irmã.
Quando ele fica triste eu não me aguento e tento fazer todas as palhaçadas do mundo pra ver se ele sorri. Vê-lo triste é dolorido. Eu deveria acostumar que irmão mais novo é só irmão mais novo. Que eu não vou protege-lo de nada que tem por aí. Na verdade eu sei disso.
Mas quando eu vi meu irmão com o olho levemente roxo eu nem quis saber das coisas que sabia. Quis bater no menino, e nada mais.
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a história do moço feio
Não lembro a primeira vez que vi o moço feio. Provavelmente faça uns anos que eu passe por ele sem perceber. Ele ficava escondido num canto, perto do computador, sorria quando eu entrava, sorria quando eu saia.
Não lembro a primeira vez que vi o moço feio, mas lembro da primeira vez que reparei nele. Reparar em alguém assim, que passa batido quase todo dia, é um ato quase que mágico. Foi preciso apenas um olhar mais atento e pronto, agora eu o via. Naquele dia eu não tinha pressa e pude, pela primeira vez, o olhar nos olhos enquanto ele sorria o sorriso de despedida.
E então eu descobri que aquele sorriso tímido era o sorriso mais bonito que dirigiram a mim. E que a voz, mesmo que baixa, que me dizia Boa Tarde às vezes, era a mais bonita que eu já tinha escutado. E descobri no sorriso tímido e na voz baixa as pequenas coisas que o faziam ser, provavelmente, o moço mais bonito que eu já vi.
Perdi a um pouco da pressa. E vê-lo começou ser tão gostoso quanto as conversas rápidas que passamos a ter. O sorriso que era tímido e era só dele passou a ser meu também. O olhar tímido perdeu a vez pro olho no olho. O “Boa tarde” era repetido com maior frequência.
Hoje o moço fala mais. Nos falamos muito mais. O riso, antes tímido, se tonou gargalhada e o sorriso de despedida vem acompanhado de um “até amanhã?”.
Percebi no moço o bom gosto, o bom senso, o senso de humor, a simpatia, a atenção. Ele não é só bonito por fora, é também por dentro. Ele era um Moço Bonito.
Mas uma qualquer coisa indesejável, por menor que seja, é o suficiente pro bonito ficar feio.
Ele roubou minha atenção, invadiu meus pensamentos e mudou meus sonhos.
Agora, ele é um moço feio.
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