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Descobri   Can’t let you go(Matchbox20) esses dias. Acontece que, ao ouvir não consegui tirar outra música da cabeça: Home(Michael Buble). Fui ouvir pra tentar descobrir o porque eu achei elas tão parecidas, talvez eu estivesse errada, mas pra mim esses pedaços são iguais. Eu posso até estar louca. Provavelmente estou, mas veja você:

Let me go home
I’m just too far from where you are
I wanna come home
(1:33)

I Can’t let you go
Can’t let you go
You’re part of my soul
You’re all that I know
I Can’t let you go
(~0:31)

é provavel que eu ouça mais um milhão de vezes e no fim descubra que nem é tão parecida assim, quem sabe.
update: Decidi que não gosto de can’t let you go e gosto de Home. Dip tem razão – a métrica. E a cara feia do Rob Manieri Thomas. :p


Ah, pra que ficar usando loucamente #forasarney quando você pode deixar evidente isso colocando alguma figura atrapalhando seu avatar? Agora tanto faz se sua hashtag será legal e entrará nos Trending Topics ou não, por que você fala com imagens coladas no avatar.

Usando o Twibbon você começa ou apoia uma “causa” colocando no seu avatar uma pequena imagem. E pronto.

O primeiro desses a aparecer em massa na minha timeline foi um anti-IE6. Considerei aderir, mas antes questionei a idéia de fazer uma campanha anti o sr. navegador da Microsoft numa rede social onde aproximadamente quase ninguém o usa. Isso não faz muito sentido pra mim.

No twitter há uma boa concentração de pessoas inteligentes, cultas, legais, descoladas (ou pessoas que acham que são). pessoas assim não usam o IE6 (a grande maioria, se não todos, dos que sigo sequer usa IE independente da versão). E os usuários mais novos e advindos da inclusão social? Pode até ser que um ou outro pare de usar o browser por conta do pessoal “famoso da internet” que fala que não é legal usar, não vou negar que existe essa possibilidade. Mas isso não foi atraente o suficiente pra mudar meu avatar.

Passei um tempo pensando numa solução razoável pra diminuir o uso do IE6, queria algo mais agressivo pra quem sabe, funcionar de verdade. Afinal, todo mundo quer salvar o mundo, porque eu seria diferente?

Então tive uma idéia, algo mais rápido, que me promete bons resultados. Onde? em lojas do tipo Casas Bahia. Como? o cara compra o computador dele, seu primeiro. É aquela felicidade, ele quer muito chegar em casa e entrar na internet, então ele vê, num folhetinho grande o suficiente pra estar colado em toda a face superior da caixa, algo como: ”Sabe aquele e azul pra entrar na internet? Então, não usa é vírus!”,(sabe, jogar com o medo das pessoas pegar vírus sempre funciona). Se ele cai nessa com certeza precisará usar outro browser pra ser feliz na internet. E quando ele pensar “ó, céus, o que usarei agora pra acessar a internet?” ele se depara com meu número de telefone impresso no folheto, entra em contato e eu resolverei seu problema: instalarei um novo browser. Qual? Ele escolhe, levo uma pequena apresentação de cada um: uma folha com o logo dos principais browsers – ele escolhe o mais bonito e eu salvo a vida dele. Lógico que eu só salvarei a vida dele mediante um pequeno pagamento. Um preço justo, afinal eu estou possibilitando o ingresso desse pequenino ser no mundo maravilhoso da internet E ele ainda pode mostrar para seus amigos o quão especial, inteligente e descolado (ou qualquer outro adjetivo que ele queira nessa linha) por usar um browser diferente do que eles usam.
Problema resolvido: eu fico rica e o mundo livre do IE6.

 

***
Já estive mais chata quanto o uso de desenhos chatos que atrapalham o avatar, mas tá tudo bem agora, e quase acostumei com essa coisa de desenho no avatar.


Depois que a tpm passou eu ia ser legal e contar, resumidamente, tudo que se passa na cabeça de uma mulher nesse período:

Vou me matar.
Me matar o caralho, matarei você.

Talvez seja um pouco exagerado, mas essas duas frases exprimem quase todo o sentimento de amor para com a vida que uma mulher na tpm sente. 
E então estava eu procurando alguma coisa importante (tão importante que agora não lembro o que é) quando achei, escrito numa agenda antiga Simultaneidade. Provavelmente anotei na agenda para não esquecer, mas esqueci. E então, hoje descobri que Mário Quintana foi melhor descrevendo minha tpm que eu. Foco na primeira linha. 

- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.


 

This is just a modern rock song – Belle and Sebastian

Sabe aquela música que estava com você desde muito tempo e você não dava o mínimo valor? E de repente você percebe que putaquepariu como vou fazer pra parar de ouvir? Então.

 

Sabe aquela música que está com você desde sabe-se-lá-quando e você não dava o mínimo valor? E de repente você percebe que… putaquepariu como vou fazer pra parar de ouvir? Então.
É, eu to preenchendo espaço com música (boa) porque não tenho saco pra escrever hoje, e preciso compartilhar. Ouve aí, enquanto eu fico aqui chorando por não estar em Paraty graças à uma crise de enxaqueca mal remediada.


Ela:
Acho que você entendeu errado, somos bons amigos.
Eu gosto bastante de você. Acho você bonito, até me sinto atraída, mas não penso em um relacionamento sério com você. E sabe, se fôssemos ter alguma coisa tinha que ser sério. Você não é pra ficar, pegar e só, tem que ser sério.  E não quero estragar nossa amizade. Sem contar que a gente tem umas diferenças grandes e eu não sei se vou conseguir lidar com isso.
Às vezes eu tenho preguiça da vida toda. Da minha vida. Não quero te envolver nisso. Não quero ter preguiça de você, não quero que você tenha que conviver com meus problemas comportamentais, com meu stress ou com qualquer outra coisa.
Eu espero que possamos continuar amigos como sempre.
Se for pra acontecer, acontece.

Ele:
Ela me ama, tenho certeza. Só não quis admitir.

E é quase sempre assim.
Muitas vezes o inverso.

às vezes é necessário entender que Ela(ou Ele) NÃO te ama.

Ela erra quando dá voltas no mundo pra falar o não. Ele erra tentando ver coisa onde não tem. E aí,  blábláblá-vamos-continuar-amigos não funciona.


A vó era casada com o vô. Do casamento vieram três filhos, duas loironas de olhos claros  e (meu) pai. Depois de um tempo o casamento começou a dar problemas, divórcio veio. Acontece que no meio disso aí a vó acabou com uma certa raiva do vô, e, principalmente, da nova mulher do vô. As loironas de olhos claros foram ficando distantes do pai (seja por influencia da vó, ou não).  E o vô, também, não tentou forçar nenhum relacionamento saudável com os filhos. Os anos passaram e as loironas, que tem temperamentos bem parecidos mas não combinam mais, também se afastaram. Não só o afastamento natural que a vida de gente-grande-com-família traz, talvez tenha mágoa, raiva, inveja ou ciúmes no meio, e o resultado disso são brigas de jovens adolescentes sendo protagonizadas por duas mulheres adultas. E a vó acaba no meio das brigas, às vezes. Outras vezes as brigas são com ela.
E assim é parentaiada por parte do pai.

Aí um dia minha vó ficou doente(um tumor que resolveu passear por aí). Ela vai bem. Não que ela esteja andando por aí saltitante de felicidade, sorrindo e cantando, mas ela não reclama de dor, não fica choramingando o tempo todo e, principalmente, tá perdendo aquela cara de doente (aquela palidez e envelhecimento instantâneo que doença e hospital proporciona). Acho isso bom pra todo mundo. Ela não passa aquela imagem de “to morrendo” pra quem vai visitar, quem vai visitar fala com ela sem aquele ar “coitada, ela tá morrendo”, e com isso ela ganha animo pra continuar lutando. Lógico que ela não é de ferro. Ela tem medo, e bastante. Toda a família tá com medo. 

Acho que por causa do medo algumas coisas estão mais simples, aparentemente. Não sei exatamente a história toda dos avós, e o porquê e da mágoa da raiva, mas sempre achei que desse pra se perdoar. Não precisa virar amigo-pra-sempre, nem forçar uma relação qualquer, mas achei que fazia tanto tempo, que, pelo menos, parar de fugir era uma boa (Lembro dos aniversários meus e de como era raro contar com a presença do avô E da avó). Mas com a avó adoentada algumas picuinhas parecem ter sido esquecidas (ou perdoadas), a vó ligou pro vô, o vô visitou a vó, as conversas entre eles parecem simpáticas e agradáveis, a vó não fica horas reclamando dele (pelo menos, todas as vezes que a vi não ouvi reclamações, e o nome dele só vinha pra conversa quando ela comentava que ligou pra ele ou algo do tipo). Ainda falta muito pros dois. Ela reclama menos dele, mas eu sei que reclama. Assim é com ele também. Mas agora eles decidiram caminhar pra um convívio agradável. Um passo por vez, mas estão caminhando pra isso. 

Nessa de ir no hospital dá pra perceber que acontece isso aos montes. É o medo de morrer. O medo de deixar uma pessoa que se ama partir (Não que a vó vai morrer, porque eu não acredito que isso vá acontecer agora) faz com que os perdões sejam mais fáceis. Ainda acho difícil entender porque se esperam esses momentos difíceis pra fazer o que se podia ter feito antes. Mas eu faço isso também.

Espero que as loironas que ainda brigam por nada aprendam com isso, sem precisar dar tchau pra ninguém.
Espero eu aprender com isso. Essa coisa de “não deixe pra amanhã o que se pode fazer hoje” vale também pro perdão, pra atenção que eu preciso dar pra quem merece, pr’aquele telefonema “só pra dar um oi” e pros pedidos de desculpas que eu devo por aí. E eu preciso aprender isso o quanto antes.


É ela

10Jun09

“É ELA! É ELA!

É ela! é ela! — murmurei tremendo,
E o eco ao longe murmurou — é ela!…
Eu a vi… minha fada aérea e pura,
A minha lavadeira na janela!

Dessas águas-furtadas onde eu moro
Eu a vejo estendendo no telhado
Os vestidos de chita, as saias brancas…
Eu a vejo e suspiro enamorado!

Esta noite eu ousei mais atrevido
Nas telhas que estalavam nos meus passos
Ir espiar seu venturoso sono,
Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!

Como dormia! que profundo sono!…
Tinha na mão o ferro do engomado…
Como roncava maviosa e pura!
Quase caí na rua desmaiado!

Afastei a janela, entrei medroso:
Palpitava-lhe o seio adormecido…
Fui beijá-la… roubei do seio dela
Um bilhete que estava ali metido…

Oh! De certo … (pensei) é doce página
Onde a alma derramou gentis amores!…
São versos dela… que amanhã decerto
Ela me enviará cheios de flores…

Trem de febre! Venturosa folha!
Quem pousasse contigo neste seio!
Como Otelo beijando a sua esposa,
Eu beijei-a a tremer de devaneio…

É ela! é ela! — repeti tremendo,
Mas cantou nesse instante uma coruja…
Abri cioso a página secreta…
Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!

Mas se Werther morreu por ver Carlota
Dando pão com manteiga às criancinhas,
Se achou-a assim mais bela… eu mais te adoro
Sonhando-te a lavar as camisinhas!

É ela! é ela! meu amor, minh’alma,
A Laura, a Beatriz que o céu revela…
É ela! é ela! — murmurei tremendo,
E o eco ao longe suspirou — é ela!”
(Álvares de Azevedo)


19Mai09

achei simpático.


É engraçado como quem me conhece estranha minha habilidade de esquecer as coisas. Parece uma doença crônica que me faz sair de casa pensando sempre no que eu esqueci (porque sei que tem algo) e voltar pelo menos uma vez no dia para casa, mesmo já estando na metade do caminho para a aula. E tem também aquele trauma de sempre perder no jogo da memória! Então, resolvi fazer uma lista das coisas mais difíceis de lembrar e que eu sempre esqueço, pra saber se tem algum outro louco que também é assim e me faz me sentir menos louco! Aí vai:

Nomes de ruas e caminhos:
Não importa quantas vezes eu vá para um lugar, nem que seja minha casa, quando é para explicar para alguém eu erro. Uma vez quase fiz uma amiga entrar na contramão de uma avenida grande do lado da minha casa (porque somente o fato de uma avenida passar do lado da minha casa não quer dizer que eu conheça ou lembre dela, não é?). Nome de rua eu sei o da minha e olhe lá, precisam sempre ficar me lembrando qual avenida estamos.

Nomes de carro:
É super chato quando chegam aqueles caras e começam a falar comigo sobre a nova Ferrari Super-Ultra Charge F950 com motor V8 e trocentas cilindradas. Poha! Eu sou homem mas não curto carros, nem dirigir eu sei (mas vou aprender). E todos esses nomes pra mim parece grego. Só sei o nome dos mais econômicos e comuns (como o do meu pai, que é o… qual era mesmo?).

Aniversários:
Se você quer que eu lembre do seu aniversário, ponha no Orkut! Tem 365 dias no ano e a chance de eu lembrar do seu aniversário é quase nula. Não é falta de atenção com as pessoas, é só que minha cabeça não suporta tanta informação.

Nome de pessoas:
Isso normalmente pega meio mal, quando vem alguém “Oi Gustavo, quanto tempo? Lembra de mim?” e eu respondo “Lembro do seu rosto, mas não do seu nome!”. Parece que é meio desculpa, mas é verdade. Ainda mais na universidade, onde ninguém tem nome, só apelido. Pessoas com nomes estranhos e engraçados escapam hehehe, esses não tem como esquecer!

Tem muito mais coisas que eu esqueço com frequência; eu ía escrever aqui mas… esqueci.

(Gustavo)


te dou um TOC?

05Mai09

Aí que por esses dias vieram (sujeito indeterminado que atende por Ivan) reclamar que eu larguei o blog. Detesto admitir, mas é verdade. Tá que eu até tenho uma boa justificativa pra isso, mas ninguém está interessado mesmo. To com uns semi textos pra postar, mas como parte do meu processo de chatice atual, acho qualquer linha que eu escrevo uma grande bosta e resolvo que esse negócio de escrever é pra quem sabe, E EU NÃO SEI.

Enfim, só pra preencher o vazio, resolvi fazer o meme do @mysteriousman. Trata-se de relatar 5 loucurinhas e passar o meme para 5 pessoas. Como é sabido, estou chata, e como chata não passarei pra ninguém.

Confesso que até podia fazer uma daquelas listas com conteúdo cultural maravilhoso, tipo top 10 caras mais gostosos da música, mas tive preguiça. Vou fazer o meme porque gostei do título dele. é, eu sei, não são exatamente  TOCs mas quem liga?

5.postar no blog, só no chrome
Uso o Firefox pra tudo, menos pra postar aqui. Vai entender.

4.contar passos
Conto meus passos entre minha mesa e a impressora. Quando acordo, vou pro banheiro, contando quantos passos tem toda aquela distância absurdamente enorme. É idiota e completamente inútil, principalmente porque eu tenho memória curta e não sei se entre minha mesa e a impressora tem 10 ou 15 passos. Isso sem falar que EU NÃO SEI CONTAR. Não tenho muita certeza disso, porque contar passos é muito automático e eu não presto muita atenção, mas eu tenho a leve impressão de que depois do 79 eu sempre volto pro 70. Coisa de gente burra.

3. debates mentais
Não lembro onde vi o termo ‘ debate mental’, mas ele encaixa perfeitamente na coisa. É simples assim, eu arrumo brigas ENORMES só na minha cabeça. São discussões sobre os mais variados assuntos, com as mais variadas pessoas, só na minha cabeça, e nem sempre em momento adequado. Se é que existe momento adequado pra isso.

2. procurar semelhanças nas pessoas
Me divirto horrores tentando achar pessoas parecidas com desconhecidos escolhidos aleatoriamente. Funciona mais ou menos assim, to esperando o ônibus sentadinha no banco, ou no chão, aí olho pra um ser humano qualquer e fico tentando descobrir de quem ele é a cópia. Vale tudo, conhecido meu, desenho animado, animal… e a coisa começa a ficar meio louca quando eu coloco comida e música no meio. Mas sei lá, tem gente que tem cara de doritos, de muffin de canela, de cachorro-quente, de like a virgin, de where is my mind, de fluorescent adolescent, de last goodbye. Talvez essa história de gente parecida com música tenha algo a ver com uma outra mania de colocar trilha sonora na vida (na minha e na dos outros).

1. falar sozinha
Acho feio quem fala sozinho. Aí desenvolvi uma super técnica pra disfarçar minha loucura  eu falo com os objetos. Com computadores eu falo desde sempre, aí foi fácil começar a falar com livros, canetas, telefones, impressoras, colheres, panelas, embalagens de café malvadas que cortam meu dedo… Eu sei que é feio, e insano, e retardado, mas é mais forte que eu. Quando eu vejo estou brigando com monitor, mouse, óculos.

Até teria mais, mas tenho medo de começar a parecer pouco normal, sei lá.
e fica aqui uma quase-promessa de que eu vou sair da chatice e voltar a ter mais posts que o Gustavo por aqui :p