acerola na estrada

07fev10

Diriam que eu sou pessimista, mas eu simplesmente acredito que se existe a possibilidade de dar errado me preparo pra isso, porque vai dar errado. Sim, pode ser que corra tudo bem, tudo certo, tudo lindo. Mas eu não acredito nesse pode ser.

Por causa disso eu sempre tenho um Plano B. Lógico que nem sempre ajuda ter um outro plano, visto que o B pode dar tão errado quanto o A. Mas dá uma segurança saber que eu tenho uma outra chance.

E eu sempre tenho planos pro caso de MINHA VIDA dar errado. Se por algum motivo qualquer eu tiver que largar a faculdade e nunca mais poder voltar, tento fazer um desses curso a distância pela necessidade de diploma de superior, já que, nesse caso, serei professora de ensino fundamental. Se não funcionar posso prestar um concuso que exija pouco e ir trabalhar com todo aquele pessoal qualificado da Secretaria de Educação da minha cidade. Se isso não der certo eu posso virar babá. Tudo bem que minha experiência no ramo se resume em fazer uma super bagunça com a filha da vizinha que mesmo quando tá enjoada é um doce.  E por aí vai… aí tinha um plano que eu podia virar ajudante de pedreiro, mas rolou uma reforma que me fez perceber que não dava. Fiz uma adaptação no plano e pronto, eu podia ser pintora.

Domingo, 7 de fevereiro, 20:45. E eu esto beeem cansada, sentindo tinta no meu rosto (mas tá limpo, juro). Essa coisa de pintar casa não é legal. E o resultado não me agradou muito. A casa ficou bonitinha, cor de suco de maracujá com leite. As colunas da varanda ficaram legais, cor de suco de manga com maracujá. mas O CHÃO. o chão tá cor de cinzacomazul. Não combina. To esperando secar, pra ver se tava escuro-azul por estar molhado.
Não é o primeiro final de semana da minha vida que eu perco pintando paredes. Família nômade sempre entregou as casas limpas e novas, e sempre demos uma colorida na casa nova. Mas dessa vez eu entendi que fazer isso pra ganhar a vida (que deu toda errada) não é uma boa. Primeiro que a pessoa que me contratasse não ia ficar muito feliz ao ver que metade da tinta não tá na parede, não tá no chão, TÁ EM MIM. Depois porque sempre tem quem goste de pintar uma parede de verde-musgo e outra de vermelho e achar que tá lindão, e não ia ser legal eu sugerir “não faça essa merda” como fiz em casa quando vi meu pai abrindo a caixa de tinta pro chão. Sem contar que tem tinta de chão que fede demais, é triste. Bom mesmo é cheiro de solvente, aguarrás, removedor. Mas aí eu poderia ser demitida por trabalhar doidona.
É uma vida muito arriscada essa. Cada vez que subi a escada pra pintar a parte de cima da parece eu achei que ia morrer. Vai que a escada não aguenta meu peso, eu caio de mal jeito e quebro o pescoço. Arriscado demais. Subi duas vezes e troquei o serviço com alguém. Mais seguro pintar o chão, o rodapé.

Preciso de outro plano. Essa é uma ideia muito errada pra eu tentar. To pensando em substituir por vender acerola na estrada, mais seguro, mais fácil e praticamente inovador.

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3 Responses to “acerola na estrada”

  1. shuuahuhshuahusuauhhshua muito bom!

    adorei a leitura^^

  2. Nunca pintei uma parede… é algo que tenho como “coisas pra fazer antes de morrer”, mas ter isso como profissão também não é pra mim! Adorei sua história, ficou engraçada! Bjs e boa sorte com as tintas :D

  3. olá
    meu quarto precisa de tinta, tipo faz uns 16 anos que não o pinto, não quero perder os rabiscos que fiz na parede, nem os pixados com carvão, sei que não é higiênico, mas é algo meu, se um dia sair de casa terei que fazer uma réplica.


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