da ingratidão

18ago10

E até então eu nunca achei que podia ser considerada ingrata. Podem me considerar orgulhosa, desligada, despreparada, irresponsável, ingênua, feia, chata e boba, eu deixo e posso até concordar. Mas não ingrata. Até eu descobrir que podia ser verdade que, uma vez ou outra, eu não fosse o exato exemplo de pessoa cheia de gratidão.
Pra mim funcionava assim: você faz algo legal pra pessoa. a pessoa despreza a coisa, não agradece, não reconhece. A pessoa foi ingrata. A ingratidão não se aplicaria no caso de eu gostar da pessoa e ela pisar na bola comigo por qualquer motivo aleatório. Pessoas erram, é normal. E isso nada tem a ver com gratidão. Nunca achei justo chamar de ingrato um amigo porque ele errou com você, te magoou, te surpreendeu negativamente. “Ah, mas eu sempre fui tão amiga dela e ela faz isso comigo… é muita ingratidão”. Não, não é ingratidão. Amizade não funciona assim. Você é amigo da pessoa pela pessoa, pela confiança, pela cumplicidade. Vocês podem brigar, vocês podem se odiar pra sempre depois, pode ter sido falta de respeito, pode ter sido falta de tato. E eu tinha quase certeza que era assim que funcionava.
Aparentemente estava errada. E agora única coisa que eu sei é que não entendo nada de gratidão.

Esse post é parte inicial do projeto “Fê,vamos escrever um texto juntas?”  com a Fernanda.

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