um filtro

27jan11

tava nos rascunhos desde o dia 20 (ou antes – quando aconteceu), faz parte da nova política não manter rascunhos por muito tempo, então ta aí.
(desculpinha pra textinho ruim)

Eu sempre fui desastrada e distraída. Sempre. Desse tipo mesmo que bate a cara na porta de vidro, tropeça e cai porque não viu o degrau, que só percebe que ainda tá de pijama quando tá saindo na rua, que cai n0 ônibus… Ser toda atrapalhada deve ser uma das características mais marcantes em mim.

Só que nos últimos tempos eu tenho criado um maravilhoso problema de falar sem pensar. Assim, quando eu vejo as palavras escapuliram da minha boca e já tá todo mundo rindo de mim. Isso mesmo, rindo DE MIM

Tinha só uma única grande resolução pro ano. Resolvi então fazer mais doze: uma a cada mês. E eu sei que janeiro tá no fim, mas essa é urgente e eu preciso resolver o quanto antes. Um filtro. Eu preciso urgentemente de um filtro. Explico.

Hoje estávamos três num ônibus devidamente cheio. Eu tava chorando as pitangas e sendo chata e os meninos tentando me animar. Conversa vai, conversa vem, e eu resolvo contar do dia que eu dei uma livrada (de jogar um livro) na cara de um desses tipos que se aproveitam do trem lotado pra pegar na bunda dos outros.

– Então eu tava lá, linha vermelha, sentido tatuapé, entre as quatro e cinco da tarde, metrô completamente lotado e, de repente, um cara pega na minha bunda!

(meninos fazem D:)

– mas foi mágico, pq na hora meu celular tocou e eu tava com ele e um livro na mão e pra atender eu joguei o livro pra trás e acertou o olho del…

mas foi mágico. MAS FOI MÁGICO. Que tipo de pessoa diz “o cara pegou na minha bunda no metrô” e completa com “mas foi mágico”? Não gente, tá errado. E é claro que isso foi motivo suficiente pra eu ser zoada durante todo o resto do trajeto.

E tem mais:

Passei a tarde toda comprando (na melhor companhia possível). Não exatamente COMPRANDO, mas provando todos os vesstidos possíveis, pra chegar a conclusão que eu tenho muita vergonha de usar vestido. Voltei pra casa com umas calcinhas, uns sutiãs e só. Até aí tudo bem. Acontece que eu chego em casa, e tá cheio de gente. Dou aquela olhadela dentro da sacola, sinto falta de algo, mexo um pouquinho, e não acho, entro em semi-desespero e quase grito:

“pqp perdi minha calcinha na rua”

sério, onde eu compro um filtro pra pensar um pouquinho antes de falar hein?

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2 Responses to “um filtro”

  1. 1 Ricardo José

    Muita gente se alegra com seu jeito e te cer envergonhada é das coisas mais bonitinhas que se há pra ver.
    Não mude, você é perfeita assim.

  2. Pelo menos as pessoas que convivem com vc devem se divertir bastante!


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