a incrível história da marina que só sabe escrever o mesmo tipo de merda

14jun12

E aqueles olhos que não dizem nada pararam de procurar um canto qualquer pra se apoiar e resolveram enxergar o problema. Não que soubessem qual era o problema. Mas sabiam que ele estava ali, na frente, parado, esperando.

Ela pensou em tudo que podia ser pior que aquilo. Sempre dá pra ser pior. Podia ser morte de alguém. Podia ser solidão. Podia ser o holocausto. Mas ali, aquela hora, o pior era não saber. Olhou fundo nos olhos do outro lado e se perguntou o que passava por trás deles. Ela sabia o que deveria passar. Ela sabia o que devia esperar. Mas não sentia. Devia ser outra coisa.

Será que ainda tem amor? Pode não ser pior que o holocausto, mas o fim do amor era pior que tudo que ela podia pensar. Podia até ter outra pessoa na história. Podia ser que a balança estivesse começando a pesar pro lado ruim. Podia ser qualquer coisa. Mas não podia ser o fim do amor.

Olhou fundo. Tentou entender tudo que se passava ali, entre aqueles olhares profundos de quem quer entender e não sabe o que. De quem tem medo de saber o que acontece.

Respirou fundo. Enxugou a água do rosto. Olhou mais uma vez pro espelho e saiu.

foi o último gente, juro. agora só escrevo de coisa feliz.
(e editando antes, de preferência)

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2 Responses to “a incrível história da marina que só sabe escrever o mesmo tipo de merda”

  1. 1 caio

    eh, então escreva coisas felizes. o mundo tem q ser feito delas

  2. 2 Si

    lembrei do fim do meu primeiro relacionamento.


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