Um agradecimento aberto

22out13

Lá pra março eu decidi rever todas as minhas prioridades e, claro, eu fiz tudo errado. Pra consertar, só agora, eu decidi voltar a ler mais que 140 caracteres num livro de verdade que não fosse pra pesquisa ou pra estudo. Escolhi voltar com O Encontro Marcado. Porque é importante e, você sabe, Sabino é meu preferido.

Última vez que te vi, você doente sem voz, ficamos numa  rasgação de seda boba e eu não falei nem metade do que queria. Daí foi quando eu tava lá chorando na primeira parte do livro (eu sou uma chorona mesmo né) que eu entendi o que eu queria te dizer com tudo aquilo.

Acho que os preferidos o são pelo que inspiram através de uma obra ou outra (ou tudo). Sabino faz com que eu me sinta poderosa com uma caneta e um pedaço de papel. Sagan me lembra o porquê eu faço o que eu faço.  O Flaming Pie me  coloca nos eixos. Amor me leva leve pluma muito leve leve.

Estive lembrando do tanto que pensei pensei e chorei e pensei depois do primeiro espetáculo que vi. Eu quis que todo mundo pudesse ver aquilo que,  talvez, tenha sido a coisa mais  bonita que já  vi. Quis dar um abraço em cada pedaço de tudo aquilo, mas acho que só  dei um abraço em você (e me bastou).

Depois que você me contou que  foi a culpada por todas as lágrimas que quiseram brotar naquele domingo, e por tudo que fiquei pensando depois, eu só quis agradecer por ter a sorte de te ter tão perto.

Não é como se eu não admirasse meus outros amigos. Não é como se  eu só te tivesse perto pela sua arte. Mas é pela sorte de ter o pacote completo, de ser fã além de amiga.

Eu sei que você é de carne e osso e paranóia. Que você chora que nem eu, surta que nem eu, e não  aguenta mais frango no almoço. Eu sei que você é mais que o Sabino que eu endeuso por meia dúzia de crônicas, porque você é real e tá pertinho pro abraço e pro puxão de orelha.

Mas eu queria dizer que, o que você faz, é grande. E é lindo.  Não  é fácil ser a segunda melhor intérprete possível da minha música preferida. E não acho que seja fácil transformar panela de pressão em poesia. E por todas as palavras que saíram da sua boca ou não,  naquele domingo ou não, eu só tenho a agradecer.

Última vez que conversamos eu fiquei com medo do processo te comer, e quis dizer pra não deixar. Mas eu sei que não vai acontecer.  Você é maior que isso,  não ouse esquecer.

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