dois mil e catorze

21dez14
Enquanto eu ia ler todo esse meu texto um amigo disse
“o ano foi uma bosta, mas vc provavelmente já teve dias piores, superou e sabe que vai ter mais. isso é uma puta coisa boa”.
Daí eu coloquei na balancinha e 2014 ganha como o ano mais difícil de todos os meus 23.
Sendo assim, vamos considerar ele terminado e de forma positiva visto que to aqui pronta pra outra.
E é isso. Nem precisa ler o que vem depois.
(ps: sempre gostei mais de quatorze)
Eu poderia resumir esse ano em duas constatações óbvias mas sem escrever um monte de baboseira desnecessária com um monte de vírgulas mal colocadas não seria um texto meu. De forma que dizer apenas “2014 foi uma bosta” e “esse ano eu descobri que sou uma pessoa horrível” não seria suficiente. E pra falar a verdade, não seria justo também.
Eu diria que 2014 começou mais cedo que os outros anos que começam no dia primeiro de janeiro. Esse ano começou no dia 25 de dezembro com azedo na boca e uma briga que até agora eu não entendi por quê aconteceu. Já tive certeza que essa foi a causa de todos os males de relacionamento familiar esse ano. Já carreguei muito a culpa, até ver que uma idiotice não justifica outra e então a culpa virou alguma coisa.
E agora eu inclusive retiro os pedidos de desculpa já que eles foram sumariamente ignorados, não serviram pra nada e eu não me sinto nenhum pouco culpada pelo que houve. Agora, a poucos dias da treta completar um ano. Mas é assim, algumas coisas demoram mesmo.
Hoje me vejo pior por entender um laço interrompido e não ter energia ou vontade pra tentar resolver.
Então teve virada de ano e 2014 começou no calendário. Veio bacana. A promessa do fim da graduação, e de algumas outras realizações que me deixavam esperançosa mas eu nem lembro. Durou um mês.
Meu aniversário foi ótimo porque pude pintar a cara do meu irmão de guache: o trote mais sem graça da história. Sério, nunca entendi o conceito. Nunca entenderei.
Entre Março e Maio eu só lembro de um borrão. Acho que o acontecimento mais leve desse período foi um quase infarto do meu pai. Pois é. Foi um período difícil, assim como todo o resto, com vó no hospital, tio-avô morrendo. Pode parecer meio dramático mas eu acho que as emoções de vida ou morte foram além da conta pra mesma família.
Maio eu consegui parar por 4 dias. Inclusive, lembrem de tomar um Donato no Gelato Donato se forem para Serra Negra. Melhor sorvete gourmetizado porém em valor acessível.
E então veio a formatura. Muito trabalho, muito stress, aquela coisa que só fim de semestre pode proporcionar.
Fiz três tatuagens incríveis e acordei o monstro da tatuagem.
Entrei no mestrado. Arrumei um orientador super bacana. Ganhei um projeto divertido.
Me fodi.
A gente sabe que depois do ensino médio a tendência é tudo ficar mais difícil. Mas por algum motivo eu achei que o mestrado seria menos doloroso que os primeiros anos de graduação. Não foi. Tranquei quântica (ainda bem), me estressei, não consegui fazer nada.
No meio desse processo ficou tudo muito mais difícil. De setembro a novembro uma série de novas preocupações apareceram e aquela sensação de que a vida é muito frágil voltou a ser presente.
Passou tudo muito rápido.
E o volume de aborrecimento, preocupação, correria, cuidados, nervoso não podem ser resumidos.
Mas dizer que foi uma bosta, e só, é injusto. Injusto com finalmente pegar meu diploma (mesmo que figurativamente visto que nunca fui na seção de alunos buscar). Injusto com todo mundo que esteve comigo e me apoiou. Injusto com Diego e melhor presente surpresa. Injusto com Polenta que chegou em casa esse ano e é responsável pela maioria das risadas daqui.
Então o certo é dizer que 2014 foi um ano difícil pra caralho. Que ainda bem que acabou.
Eu sei que uma virada não muda nada. E que a perspectiva pra 2015 não é muito animadora (academicamente, financeiramente, profissionalmente…). Mas não é desesperadora e isso já é suficiente.
Se no fim de 2015 eu não fizer minha retrospectiva lembrando de tantos hospitais e médicos, eu já considero um ano de sucesso.
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