pode ter palavrão no título?

03abr14

Por esses dias mesmo eu estava pensando em tirar o pó disso aqui. Ou fazer um outro. Faz parte da minha nova tentativa de ser produtiva, escrever alguma coisa a cada 15 dias. Qualquer coisa (menos as coisas que o professor pede em jornalismo científico)[1]. E hoje aconteceu algo TÃO bacana que eu resolvi que a primeira coisa a ser escrita é um agradecimento.

Mas senta, que antes tem historinha.

Domingo eu e o Diego estávamos por aí, fazendo um rolezinho na etna, sentando nuns sofás, avaliando o “renovador de lençol”, e dando risada das coisas porque é isso que a gente faz. Acontece que meu celular estava no bolso e caiu quando sentei no sofá cinza. Claro que eu não percebi. Saí da loja e estavamos indo embora quando percebi que, não, meu celular não estava na bolsa. Não, meu celular não estava no bolso. AI MEUDEUS MEU CELULAR SUMIU. Voltamos na loja. Se alguém tivese achado, talvez deixasse com alguém lá né. E acharam. A vendedora achou um celular preto de tela quebrada (meu sII) jogadinho ali no sofá.

Achei um celular ali naquele sofá cinza. Tinha mostrado um monte de sofás pra uma cliente agora, achei que fosse dela. Aí fui até ela. A senhora esqueceu um celular? Ah esqueci sim.

E foi assim. A cliente não era cliente porque não tinha comprado nada. Não sabíamos nada além de ser “morena de calça escura” o que basicamente descreve que nunca encontraríamos a mulher. (vai que ela pegou por engano né). Mas não foi o caso. Celular foi-se para sempre e não poderíamos fazer muito por ele, infelizmente. aliás, sofá cinza é duro, não é legal não.

Daí vem a parte legal.

Diego, esse moço que por acaso é meu namorado, fez  uma vaquinha, dia 30. Aparentemente ontem já tinha passado o valor. E hoje ele me deu o celular.

Eu quero, e pretendo, agradecer cada um dos que sei que contribuiu separadamente, de algum jeito bacana (provavelmente envolvendo comida porque, desculpem, é o que eu sei fazer). Mas absolutamente nada do que eu possa dizer ou fazer vai ser suficiente pra expressar o quanto eu agradeço por isso. Já chorei e fiquei sem reação e xinguei todo mundo e chorei mais um pouco. Precisei parar de chorar pra dar aula, mas ali, teve uma hora que eu falei algo sobre “medir espessura do seu celular, por exemplo” e meus olhos encheram de água de novo.

Primeiro eu chorei e me senti mal porque ontem um amigo veio me perguntar qual eu compraria. Na hora respondi que seria um moto X. Por dois motivos básicos: 1) já tinha combinado com o japs que compraria celular dele quando enjoasse. 2) não to com dinheiro pra comprar quase nada então porque não sonhar, não é mesmo? Mas aí tinha ali na minha frente uma caixa com um moto x branquinho lindinho e a vakinha era pra 500 dinehiros. E eu não precisava desse celular. Eu falei porque eu não sabia disso. Eu quis enfiar minha cabeça num buraquinho no chão. Então assim, se de alguma forma essa idéia besta de querer o moto x pq nossa o moto x melhor celular pqp que lindo foi, ah… qualquer coisa de ruim que eu acho que foi, me desculpem. Mesmo. Mas ele tá aqui. E eu só tenho a agradecer.

Não é o celular. Eu sei ele é lindo, maravilhoso e gostoso. É algo que independe dele.

Vocês participando, colaborando, fazendo essas coisas aí que tão me deixando com olho embaçado agora, é que tocou mesmo.

Eu sei que dinheiro não nasce em árvore e que não é sempre fácil a gente dar pros outros aquilo que a gente quer. E tirar os dinheirinhos (inclusive, 99 centavos ali foi uma assinatura que quase confundi) da conta pra fazer algo assim é algo. E mesmo quem eu sei que não ajudou tão “diretamente” merece muito que eu agradeça também (“eu não ajudei mas fiquei feliz” da fefa, por exemplo, tudo balela). É o gesto, poxa.

E esse quentinho aqui dentro que eu to sentindo agora não dá pra descrever. Mesmo. [3]

Eu não sei se mereço e acho que não mas ta aí tá feito. E eu espero conseguir, de alguma forma, fazer vocês sentirem esse negócio gostoso que eu to sentindo agora.  Porque não é só agora que vocês fizeram isso. Vocês sempre fizeram. Só agora que colocaram um monte num pacotão e me mandaram carregar de uma vez. Mas eu queria mesmo é agradecer por tudo. Tudo.  E quando eu digo vocês eu penso em cada um dos nomezinhos que eu sei e em alguns que ouso supor o mesmo.

Não sei se o que faço na vida tá certo, sabe? Eu não tenho a mínima capacidade real de julgar se sou merecedora de toda amizade que tenho, sinceramente acho que não. Mas se eu to acertando, é porque todo mundo que tá aqui, do meu lado, é responsável por isso. Certamente eu erraria muito mais se não fossem por vocês, que me fazem melhor a cada dia. Que puxam minha orelha, que me ouvem, que falam, que me fazem rir, que me dão motivos pra sair da cama todos os dias.

Todos vocês, meus amigos, são muito especiais. Muito obrigada. Por tudo.

E, acho que todos aqui concordam, posso agradecer mais um pouquinho ao Diego, né?
Não só pela iniciativa, mas por me aguentar tanto. Por estar sempre sempre do meu lado mesmo quando eu sou uma babaca idiota (e, acreditem, acho que já fui babaca idiota com ele muito mais vezes que com qualquer um de vocês [4]). Por me fazer feliz. E sortuda, porque né.

 

Mais uma vez, muito obrigada.

<3

Quando eu abrir minha lojinha de bolo vocês vão poder pedir qualquer bolo qualquer sabor qualquer hora de graça pro resto da vida.

[1] sim, dot, eu vou escrever o conto lá, fica tranquilo que vai sair.

[2] desculpem mas eu to nessas de sair sonhando porque é legal mesmo. meu notebook (presente meu pra mim quando eu formar) vai fazer até chai latte – seria café se eu tomasse café. Não importa se ele vir no fim do doutorado. Mas vai. Eu sei que a gente começa nas salinhas e vai aumentando, mas porque não ver essas casas gigantes pra alugar e já transformar em escola-doceria? (poderia ser pra não me frustrar eu sei, mas me deixa). To até sonhando que em breve a ciência vai descobrir uma maneira de aumentar bunda sem silicone e sem musculação.

[3] chuto que tentei descrever algo nesse parágrafo umas 30 vzes sem brincadeira. já dá pra entender que eu não to conseguindo me expressar né

[4] exceto meus pais. meus pais – um pouco do du tbm – já me aguentaram muito mais sendo uma babaca idiota porque, bem, são 23 anos de convivência diária né.

 

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